
A seção Peixe da Vez do Boletim da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI) tem como objetivo apresentar informações relevantes e atualizadas sobre uma única espécie de peixe, destacando aspectos de sua biologia, ecologia, distribuição, história taxonômica ou conservação. Essa seção busca aproximar a comunidade científica e o público interessado da diversidade de peixes Neotropicais, valorizando tanto o conhecimento científico quanto observações de campo bem documentadas.
Os manuscritos submetidos para esta seção devem apresentar informações originais, interpretações inéditas ou novos registros relevantes sobre a espécie tratada. Não serão aceitos textos baseados apenas na reprodução da descrição original da espécie ou na simples compilação de informações já disponíveis na literatura, sem a apresentação de novas interpretações ou contribuições.
Artigos sobre espécies que já tenham sido previamente abordadas na seção Peixe da Vez poderão ser considerados para publicação, desde que apresentem informações novas e relevantes, capazes de ampliar significativamente o conhecimento sobre a espécie. Essas contribuições podem incluir, por exemplo, novos registros de distribuição, observações inéditas de história natural, avanços taxonômicos ou dados biológicos anteriormente desconhecidos.
1- Extensão do manuscrito Os textos submetidos para a seção Peixe da Vez devem ter no máximo quatro páginas, incluindo figuras e referências bibliográficas. Recomenda-se que o texto seja objetivo, informativo e acessível.
2 – Título O manuscrito deve apresentar um título informativo e atraente, que inclua obrigatoriamente o nome científico da espécie, seguido da autoria e do ano de descrição. Recomenda-se que o título também traga um elemento interpretativo ou contextual que desperte o interesse do leitor. Exemplo: Arapaima gigas (Schinz, 1822): um gigante amazônico ainda pouco compreendido.
3 – Autores e afiliações A apresentação dos autores deve seguir as normas gerais do Boletim da SBI. Devem ser informados:
- nome completo dos autores (sem abreviar o primeiro nome);
- afiliação institucional completa;
- e-mail do autor correspondente;
- identificação do autor correspondente por meio de um asterisco. Opcionalmente, pode-se incluir o número ORCID.
4 – Figuras A inclusão de pelo menos uma figura é fortemente recomendada. As figuras podem incluir:
- fotografias do exemplar;
- desenhos científicos;
- aquarelas ou ilustrações;
- imagens que mostrem características diagnósticas ou aspectos do habitat.
As imagens devem ser originais e inéditas, não sendo permitida a reprodução de figuras publicadas anteriormente em artigos científicos. A legenda deve conter informações suficientes para contextualizar a imagem, incluindo, sempre que possível:
- nome da espécie;
- número de catálogo do exemplar (quando aplicável);
- comprimento padrão;
- localidade de registro (incluindo bacia hidrográfica e coordenadas, quando disponíveis);
- autoria da fotografia. Exemplares fotografados idealmente devem estar depositados em coleções científicas, exceto nos casos de registros em vida na natureza ou em aquário.
5- Estrutura recomendada do texto Embora o formato do texto seja relativamente flexível, recomenda-se que o manuscrito contemple, ao longo da narrativa, informações correspondentes a alguns tópicos essenciais, ainda que esses subtópicos não apareçam explicitamente como títulos no texto. Os itens a seguir são apresentados apenas como orientação para os autores sobre o conteúdo mínimo esperado, não sendo obrigatória sua divisão formal no manuscrito:
6- Apresentação da espécie O texto pode iniciar com um parágrafo introdutório que contextualize a espécie para o leitor. Esse trecho pode incluir informações gerais sobre o grupo ao qual pertence, sua relevância ecológica ou científica e, quando pertinente, os nomes populares pelos quais é conhecida. O objetivo é despertar o interesse do leitor e situar a espécie no contexto da ictiofauna Neotropical.
7- Como reconhecer a espécie Nesta seção devem ser apresentadas as principais características diagnósticas que permitem identificar a espécie e diferenciá-la de outras espécies semelhantes ou congenéricas. Sempre que possível, recomenda-se relacionar essas características às figuras apresentadas no manuscrito. Possíveis problemas taxonômicos podem ser descritos nesta parte.
8- Onde ocorre Aqui devem ser descritas a distribuição geográfica conhecida da espécie e as bacias hidrográficas onde ela ocorre. Novos registros de ocorrência ou ampliações de distribuição são especialmente bem-vindos e devem ser destacados.
9- História natural e biologia Este trecho deve abordar aspectos da história natural da espécie, como habitat, comportamento, alimentação, reprodução ou interações ecológicas. Observações inéditas ou pouco documentadas são particularmente valorizadas.
10 – Considerações finais O texto pode ser concluído com um breve parágrafo que destaque a importância da espécie e das informações apresentadas no artigo. Este espaço também pode ser utilizado para indicar lacunas no conhecimento atual, possíveis linhas futuras de pesquisa ou implicações para a conservação da espécie.